Sunday, April 29, 2007

Paraná joga mal e
perde para o ACP


O Tricolor não conseguiu superar os problemas dos desfalques e da torcida contrária, perdendo para o Atlético Clube Paranavaí por 1 a 0 na primeira partida da decisão do campeonato Paranaense. Além de sofrer com a falta de atacantes, o Paraná contou com uma substituição errada do técnico Zetti, o que matou qualquer possibilidade de reação paranista. Resta para o time da capital vencer a próxima partida, no domingo que vem, na Vila Capanema, por mais de um gol de diferença. Caso o Tricolor vença por um gol de diferença, a partida vai para a prorrogação e possivelmente para os pênaltis.

Com a ajuda do estádio lotado, o Paranavaí começou a partida pressionando. Logo a um minuto de jogo, Thiago, sozinho, cabeceou para fora. A reação paranista ocorreu quatro minutos depois, em uma cabeçada de Lima que Vanderlei, bem colocado, segurou.

O Paraná sofreu com as ausências de Neguete, Daniel Marques, Beto e Vinícius Pacheco. Enquanto isto, o ACP se aproveitava das falhas do Tricolor e continuava a atacar. Aos 6 minutos, Thiago chutou e Flávio defendeu e, aos 20 minutos, novamente o mesmo atacante do interior arrematou de longe e a bola passou perto do ângulo tricolor.

O Paraná só voltou a atacar aos 24 minutos. Gérson pegou da entrada da área, mas chutou fraco e o goleiro defendeu facilmente. Em outra jogada, Josiel foi puxado dentro da área, mas o juiz não viu o pênalti.

Comandando a partida, o Paranavaí conseguia as melhores jogadas pela lateral direita e foi por onde saiu a melhor oportunidade do primeiro tempo. Depois de um cruzamento de Gilberto Flores, Thiago subiu sozinho e cabeceou na trave.

A reação Tricolor era desordenada. Aos 34 minutos, Lima se aproveitou de uma sobra de bola e chutou perto do gol adversário. Já os donos da casa continuavam atacando mais e melhor. Três minutos depois Thiago, sempre ele, cabeceou bem e Flávio salvou a meta paranista. Antes do final da primeira etapa, aos 44 minutos, Gilberto bateu uma falta, para fora.

O técnico Zetti percebeu as falhas do Tricolor , principalmente na armação.Ele tentou acertar isto no intervalo, mas o segundo tempo começou como a etapa anterior, com o Paranavaí pressionando e o Paraná tentando os contra-ataques.

E foi em um contra-ataque que o Paraná conseguiu a principal chance no jogo. Josiel lançou para Dinélson, que tocou na frente para Josiel. Na cara do goleiro, o atacante chutou por cima do gol.

Dois minutos depois, foi a vez de voltar à pressão do ACP. Roque quase fez um gol olímpico, mas Flávio defendeu. Aos 14 minutos foi a vez de Thiago chegar perto da meta, tocando de letra. Léo Mattos, que tinha entrado no lugar de Alex, impediu a conclusão.

Até que aos 17 minutos ocorreu algo que definiria a partida. O técnico Zetti retirou o atacante Josiel de campo e colocou o meia Renan. Isto poderia ajudar a segurar o empate, mas com certeza matou a equipe quando o Tricolor levou o gol e precisou atacar.

Gol que saiu aos 23 minutos do segundo tempo.Em cobrança de falta perto da área, o ACP fez uma barreira falsa, do lado da barreira paranista.Na hora da batida do meia Tales, a “barreira dos atacantes” abriu e a bola passou neste buraco, acertando o canto esquerdo da meta paranista e matando o goleiro Flávio.

Com a derrota parcial, o Paraná se viu obrigado a partir para o ataque. Mas só com Lima como atacante, o Tricolor não conseguia chegar perto de arrematar. Só aos 38 minutos, Renan chutou de longe para longe. Aos 43 minutos o mesmo Renan chutou novamente de longe e Vanderlei defendeu. Antes do fim da partida, Egídio arrematou de mais distante ainda e o goleiro do Paranavaí defendeu com tranqüilidade.

Apesar da derrota, a situação do Paraná é possível de ser revertida. Com o apoio da torcida, resta ao Tricolor vencer por mais de um gol de diferença na Vila Capanema, no próximo domingo. Para isto, terá que superar um time que ainda não perdeu nenhuma partida para os times da capital este ano, em 8 jogos disputados. Resta aos paranistas se superarem e não jogarem como o Coritiba na semi-final, que perdeu em Paranavaí e não conseguiu vencer a retranca do “Vermelhinho” no Couto Pereira, apenas empatando.

Antes do final da decisão do Paranaense, o Paraná tem um confronto muito mais importante. Agora o time se concentra para a primeira partida pelas oitavas de final da Libertadores da América, contra o paraguaio Libertad, na quinta-feira, às 19 horas, na Vila Capanema. Como diria o Galvão, haja coração!

FICHA TÉCNICA
PARANAVAÍ 1 X 0 PARANÁ CLUBE
Local: Estádio Waldomiro Wagner, em Paranavaí (PR)
Data: 29 de abril de 2007, domingo
Horário: 16 horas (de Brasília)
Árbitro: Antonio Denival de Moraes (PR)
Assistentes: Gilson Bento Coutinho e Gilson Pereira (ambos do PR)
Cartões amarelos: João Paulo (Paraná)
Gol: PARANAVAÍ: Tales, aos 23 minutos do segundo tempo
PARANAVAÍ: Vanderlei; Rodrigo Delazari, Diego Corrêa e Robenval; Gilberto Flores ( Adriano ), Márcio, Tales, Agnaldo e Roque; Tiago e Léo Santos Técnico: Amauri Kneviz
PARANÁ CLUBE: Flávio; Alex (Leo Matos), João Paulo, Toninho e Egídio; Xaves, Goiano, Gérson e Dinélson (Joelson); Josiel (Renan) e Lima Técnico: Zetti

Saturday, April 28, 2007


Em busca do bi, hoje é dia de decisão

Na tarde deste domingo, às 16 horas, começará a ser decidido o título do campeonato Paranaense de 2007. No estádio Waldemiro Wagner, Paranavaí e Paraná Clube disputam o primeiro jogo da final. Em uma semana, na Vila Capanema, ocorre a partida de volta. Se houver dois empates ou vitórias distintas com o mesmo saldo de gols nos dois jogos, teremos prorrogação e pênaltis.

O Tricolor pretende hoje garantir o título já na casa do adversário, como no ano passado. Em 2006, o Paraná quebrou um jejum de 8 anos sem conquistar o torneio ao vencer o Adap por 3 a 0 em Campo Mourão (ex-sede da equipe) , precisando apenas de um empate em 1 a 1 para comemorar em Curitiba.

Mas o Paranavaí não será um adversário fácil. Invicto perante os times da capital, o ACP passou pela semi-final ao eliminar o Coritiba, vencendo com a força da torcida na primeira partida e empatando o segundo jogo no Couto Pereira. Com uma cidade inteira empolgada empurrando o time, o Tricolor com certeza terá dificuldades.

São estas dificuldades que farão o técnico Zetti só definir o time minutos antes da partida. A dúvida do treinador é o substituto de Vinícius Pacheco, lesionado. Lima é o favorito para ocupar a vaga, mas Renan pode entrar para congestionar mais o meio de campo e dificultar o jogo do time anfitrião. Neste último caso, quando o time atacasse, Dinélson seria o segundo atacante.

Primeiro reforço

O Paraná anunciou o primeiro reforço para a seqüência da Libertadores e para o Brasileiro deste ano. É o volante Adriano, de 27 anos, que estava no Bragantino desde o início deste ano e assinou contrato com o Tricolor com duração até 31 de dezembro de 2008. Adriano participou da brilhante campanha do Bragantino no Campeonato Paulista deste ano, no qual a equipe conseguiu chegar até à semifinal da competição, sendo eliminada pelo Santos.

Desfalque em nome do país

O meia Everton, um dos destaques tricolores este ano, foi convocado para o mundial sub 20 e desfalcará o Paraná por pelo menos dois meses. Ele deve se apresentar dia 5.

Paranavaí x Paraná – 29/04/07, às 16h
Local: Estádio Waldemiro Wagner, em Paranavaí-PR.
Árbitro: Antônio Denival de Moraes.
Auxiliares: Gilson Coutinho e Gilson Pereira.
Paranavaí – Vanderlei; Rodrigo Delazari, Robenval e Diego Correa; Adriano, Márcio, Tales, Agnaldo e Roque; Tiago e Léo Santos (Edison). Técnico: Amauri Knevitz.
Paraná – Flávio; Alex, João Paulo, Toninho e Egídio; Xaves, Goiano, Gérson e Dinélson; Josiel e Lima (Renan). Técnico: Zetti.


Com informações do Globo Esporte.com

Foto: site da prefeitura de Paranavaí. (Queria ter achado uma foto melhor, para mostrar o curioso Parthenon do estádio, mas paciência)
Quinta-feira

A primeira partida válida pelas oitavas de final da taça Libertadores da América, entre Paraná e Libertad do Paraguai, foi confirmada para a quinta-feira, dia 3 de maio, às 19 horas, na Vila Capanema. O Tricolor é o único time brasileiro que joga neste dia, já que os outros representantes nacionais no torneio jogarão na quarta-feira.

Friday, April 27, 2007

O desafio agora
se chama LIBERTAD


Após o encerramento nesta quinta-feira da fase de grupos da taça Libertadores da América, ficaram definidos os confrontos nas oitavas de final. A pedreira no caminho do Paraná Clube agora é o Libertad, equipe paraguaia que terminou na liderança do grupo 1 do torneio. O primeiro jogo ocorrerá na próxima quarta ou quinta-feira, na Vila Capanema, e o jogo de volta será dia 9 ou 10 de maio, em Assunção. Como na Copa do Brasil, em caso de dois empates ou vitórias para os dois times com o mesmo saldo de gols, classifica-se a equipe que fizer mais gols fora de casa.

Time do coração do presidente da Commebol, Nicolas Leoz (que também dá nome ao seu estádio com capacidade para 10 mil pessoas), os conhecidos como “Los Repolhos” tem 10 títulos paraguaios e participam pela oitava vez da Libertadores. O melhor resultado do Libertad na competição continental foi um quarto lugar ano passado, quando foi eliminado na semi-final pelo campeão Internacional (0x0 em Assunção e na volta 0x2 em Porto Alegre).

O time

O Libertad é comandado pelo técnico Sérgio Markarián, que levou a seleção paraguaia à Copa de 2002, sendo auxiliado pelo ex-lateral direito Arce. Atualmente liderando o torneio Apertura (primeiro turno do campeonato nacional) com 21 pontos, seus principais jogadores são os meio-campistas Carlos Bonet e Cristian Riveros (que jogaram a Copa de 2006), o lateral-direito Marín e o xerifão da zaga Pedro "El Ganso" Benitez. É um time que sabe se defender muito bem e ataca com velocidade.

Campanha

O time paraguaio fez uma ótima campanha na fase de grupos da Libertadores da América. Segue abaixo:

Libertad 1 x 0 Banfield
América 1 x 4 Libertad
El Nacional 1 x 1 Libertad
Libertad 1 x 0 El Nacional
Libertad 1 x 2 América
Banfield 0 x 1 Libertad

Em busca do título da América

O caminho para o Paraná ser campeão da taça Libertadores da América não é nem um pouco fácil, como não podia deixar de ser. Caso passe pelo Libertad, o Tricolor enfrentará o vencedor de Vélez Sarsfield e Boca Juniors (únicos times argentinos que sobraram na competição). Isto sim é pedreira!

Mas quem é paranista, acredita sempre. Sendo assim, passando pelos argentinos, a semifinal provavelmente será contra um time brasileiro. São Paulo x Grêmio e Flamengo x Defensor (Uruguai) se enfrentam nas oitavas de final. Os vencedores destes dois confrontos se enfrentam nas quartas de final e, finalmente, o vencedor joga com o Tricolor na semi-final.

Conseguindo passar para a grande final da taça Libertadores o possível adversário só será brasileiro se for o Santos (Já imaginou? Que sonho! ) Os confrontos das oitavas de final são: Santos x Caracas (Venezuela), Colo Colo (Chile) x América (México), Necaxa (México) x Nacional (Uruguai) e Toluca (México) x Cúcuta (Colômbia).

Ah, tem o Paranaense também

Apesar da empolgação que os paranistas podem ter com o principal torneio do continente, ainda é hora de pensar na final do estadual. O primeiro jogo é no próximo domingo, às 16 horas, em Paranavaí, contra o time de mesmo nome. A arbitragem, problema recorrente para o Tricolor neste campeonato, será de Antônio Denival de Moraes, e seus auxiliares serão Gilson Coutinho e Gilson Pereira.

A única dúvida do técnico Zetti é o substituto de Vinícius Pacheco, lesionado, no ataque. Lima é o favorito, mas o treinador pode optar por Renan ou Everton, ficando apenas com Josiel como atacante fixo. A provável formação do Tricolor deverá contar com Flávio; Alex, João Paulo, Toninho e Egídio; Xaves, Goiano, Gérson e Dinélson; Josiel e Lima (Renan/Everton).

Com informações do Paranautas.com e Globo Esportes.com

Tuesday, April 24, 2007

Semana de descanso,
treino e expectativa na Vila


Pela primeira vez em meses, o Tricolor terá uma semana inteira para treinar e se preparar para um jogo. Depois de chegar a jogar duas partidas em 24 horas no campeonato Paranaense, o próximo jogo do Paraná é apenas no domingo, em Paranavaí, pela primeira partida da decisão do estadual. Enquanto treina, a equipe da Vila Capenema está de olho na taça Libertadores da América. Classificado para as oitavas-de-final, o time saberá nesta semana quem será seu adversário no dia 2 de Abril. São Paulo e Flamengo são as mais prováveis pedras no caminho paranista.

Para a final do Paranaense, o Paraná já sabe que terá quatro desfalques. Neguete e Daniel Marques, a zaga titular, receberam o terceiro cartão amarelo e serão substituídos por Toninho e João Paulo. O capitão Beto, expulso na partida contra o Atlético, deve ceder o lugar para Goiano. Em compensação, Gérson volta de suspensão e Renan ficará na reserva.

Já no ataque a situação complica. Vinícius Pacheco se machucou no clássico na Arena e dificilmente jogará em Paranavaí. Com a recente venda de Henrique para o Coritiba, o número de atacantes no elenco paranista está minguado. Lima, autor do gol de empate no último jogo, provavelmente será o substituto, mas até Joélson pode entrar na vaga.

Zetti quer ficar

O treinador paranista afirmou estar feliz no Tricolor e pretende ficar na equipe por um longo tempo. "Vivo um momento maravilhoso. Espero que isso continue por longo tempo. Acredito em um trabalho a longo prazo aqui no Paraná. Está sendo gostoso minha passagem aqui e quero contribuir muito mais para a história deste clube", disse Zetti para o site Futebol Pr.

Contratações

Quatro reforços para o Brasileiro. O presidente Miranda afirmou que devem ser contratados um zagueiro, um volante, um meia de criação e um atacante para o torneio nacional e para a reta final da Libertadores. Segundo Miranda, os reforços devem vir do interior paulista.“Estamos aguardando o fim dos campeonatos em São Paulo para negociarmos, mas já temos alguns nomes em vista. Já aqui no Paraná nós temos que observar, porque o problema é que tudo envolve empresários, e vários deles acham que vão ficar ricos, acham que o Paraná pode pagar fortunas. Não faremos loucuras”, disse o presidente paranista à Gazeta do Povo.

Já com relação ao Dinélson, craque e principal arma do Tricolor, Miranda garantiu que o jogador deve ficar até o final do ano. “Ele só sai se surgir uma proposta do exterior no meio do ano, quando abre a janela para contratações do futebol europeu” concluiu.


Ingressos para a final

Hoje (quarta-feira) começam a ser vendidos os ingressos para o segundo jogo da final do campeonato Paranaense, dia 6 de Abril, na Vila Capanema. Sendo vendidas em todas as sedes do clube, o valor da entrada dobrou para o jogo decisivo do bicampeonato.

Cadeira Inteira R$ 100,00 / Cadeira ½ R$ 50,00
Social Coberta R$ 50,00 / Social Coberta ½ R$ 25,00
Reta Relógio R$ 40,00 / Reta Relógio ½ R$ 20,00
Curva Norte R$ 30,00 / Curva Norte ½ R$ 15,00
Geral Social (Em Pé) R$ 30,00 / Geral Social (Em Pé) R$ 15,00
Camarotes R$ 25,00
Proprietário Cadeira R$ 20,00
Visitante R$ 30,00 / Visitante ½ R$ 15,00

Com informações da RPC e Futebol Pr

Sunday, April 22, 2007

SENSACIONAL

Na melhor partida do time no ano, o Paraná venceu o Atlético por 3 a 1 e se classificou para a final do campeonato Paranaense. Além disso, o Tricolor quebrou o tabu de nunca ter vencido na Arena da Baixada desde a inauguração do novo estádio em 1999 e o técnico Zetti venceu o seu primeiro clássico no comando paranista. Com a vitória, a equipe da Vila jogará a final do estadual contra o Paranavaí, que eliminou o Coritiba na tarde deste domingo na casa coxa-branca.

O Paraná começou a partida precisando apenas de um empate, graças à melhor campanha do que o rival durante todo o campeonato. Mesmo com a vantagem, o técnico Zetti preferiu escalar o time ofensivamente, colocando o meia Renan no lugar do suspenso Gérson.

Como era previsível, já que precisava do resultado positivo e contava com o apoio da torcida, o time atleticano partiu para cima da equipe paranista. Logo a um minuto de jogo, Netinho chutou e Flávio defendeu.

Pressionando, o Atlético mantia a posse de bola e o Tricolor tentava os cruzamentos nos contra-ataques, já que era conhecido os problemas da defesa rubro-negra no jogo aéreo. Só aos 18 minutos o Paraná conseguiu a primeira oportunidade de gol, através do cruzamento de Egídio que Dinélson cabeceou perto da meta, mas para fora.

Aos 23 minutos o time atleticano reclamou de um pênalti em cima do zagueiro Marcão, não apitado pelo árbitro. Mas isto não abalou a equipe dona da casa e cinco minutos depois Alex Mineiro teve uma boa chance, mas chutou para fora.

Até que aos 30 minutos a pressão do Atlético deu resultado. Neguette acabou fazendo uma falta duvidosa em Ferreira dentro da área e desta vez o juiz apontou para a marca de cal. Na cobrança do pênalti, Alex Mineiro fez uma “paradinha” e conseguiu tirar o goleiro Flávio do lance, marcando o primeiro gol do jogo.

Com a desvantagem no placar, só restava para o Paraná partir para o ataque. Isto foi sensivelmente ajudado pelo jogador atleticano Netinho. Aos 37 minutos, o lateral agarrou a camisa de Alex e recebeu o segundo cartão amarelo, sendo expulso de campo.

Tendo um jogador a mais, o Tricolor continuou atrás do gol do empate, mas não conseguiu ultrapassar a marcação do rival. Antes do final do primeiro tempo, o técnico rubro-negro Vadão foi também expulso da partida, por reclamação.

O segundo tempo do clássico começou como acabou o primeiro, com o Paraná pressionando no ataque. Logo aos 4 minutos, Xaves chutou de longe e Guilherme fez uma boa defesa.

O goleiro atleticano continuaria sendo um dos principais personagens da partida. Aos 8 minutos, Renan chutou no ângulo da meta adversária, mas Guilherme fez novamente uma defesa impressionante.
Até que aos 15 minutos a pressão finalmente funcionou. Depois de um bate e rebate na área, a bola sobrou para Lima que tocou para o fundo das redes, fazendo o gol de empate paranista.

Apesar do empate classificar o Paraná para a final do estadual, o time continuou aproveitando a vantagem de um jogador a mais e permaneceu no ataque. Josiel teve uma ótima oportunidade de virar o jogo aos 19 minutos, mas Guilherme fez outra ótima defesa.

Apenas aos 24 minutos ocorreu a primeira reação atleticana. Em cobrança de falta, Danilo chutou perto da meta do Flávio, mas para fora.

Até que aos 30 minutos o Tricolor sofreu um forte revés, que causou medo na torcida paranista. O capitão Beto fez uma falta em Ricardinho e recebeu o segundo cartão amarelo, sendo expulso de campo.

Quando a torcida tricolor já temia uma pressão atleticana, o segundo gol do Paraná ocorreu. Aos 36 minutos, o melhor jogador em campo, Alex, fez uma ótima jogada individual em um contra-ataque. Após tentar duas vezes, o meia paranista conseguiu chutar para dentro do gol.

A virada tricolor não abalou o Atlético, que embalado pela torcida continuou tentando atacar. Aos 41 minutos, depois de uma confusão na área, Daniel Marques conseguiu tirar a bola em cima da linha da sua meta. Quatro minutos depois, Flávio salvou um chute de Ferreira.

Mas o placar ainda não estava definido. Aos 49 minutos da etapa complementar, Lima cruzou e Rogério Correa fez um gol contra. Estava concretizado o 3 a 1, quebrando o tabu da Arena e trazendo a oportunidade do Tricolor lutar pelo bicampeonato no campeonato Paranaense, a partir do próximo domingo.
FICHA TÉCNICA
ATLÉTICO PARANAENSE 1 X 3 PARANÁ CLUBE
Local: Arena da Baixada, em Curitiba (PR)
Data: 22 de abril de 2007, domingo
Horário: 18 horas (de Brasília)
Árbitro : Heber Roberto Lopes
Assistentes: Aparecido Donizeti Santana e João Batista de Moraes
Cartões amarelos: Netinho, Alan Bahia, Erandir e Ferreira (A), Daniel Marques, Neguette, Beto, Renan e Dinélson (P)
Cartões vermelhos: Netinho (A) e Beto (P)
Gols : ATLÉTICO: Alex Mineiro, aos 30 minutos do primeiro tempo PARANÁ: Lima, aos 17, Alex, aos 37, e Rogério Correia (contra), aos 49 minutos do segundo tempo
ATLÉTICO-PR: Guilherme; Nei, Danilo, Netinho e Marcão; Alan Bahia, Erandir (Pedro Oldoni), Evandro (Ricardinho) e Ferreira; Alex Mineiro e Denis Marques (Rogério Correia)Técnico: Oswaldo Alvarez
PARANÁ CLUBE: Flávio; Alex, Daniel Marques, Neguette e Egídio; Beto, Xaves, Renan (Joélson) e Dinélson; Josiel (Léo Matos) e Vinícius Pacheco (Lima)Técnico: Zetti

Friday, April 20, 2007


Time indefinido
para final antecipada


A expectativa entre os paranistas é grande. No domingo, às 18 horas, ocorre a segunda partida da semi-final do campeonato Paranaense, contra o Atlético, na Arena da Baixada. O Tricolor precisa apenas de um empate para se classificar, mas enfrenta o tabu de nunca ter vencido o rival no estádio atleticano. O técnico Zetti já confirmou 10 dos 11 jogadores que entrarão em campo, mas deixará em aberto até quando puder o substituto do meia Gérson, suspenso por ter recebido o terceiro cartão amarelo.

O treinador tem várias opções para escolher o décimo primeiro jogador, inclusive mudando o esquema tático. Se decidir manter o 4-4-2 das duas últimas partidas (Atlético e Maracaibo), Zetti pode escolher entre um jogador mais defensivo, como Goiano, ou entre atletas mais ofensivos, como Renan ou Joélson. Ainda existe a possibilidade de o treinador decidir pelo 3-5-2, usado em alguns jogos. Neste caso, a vaga de Gérson ficaria com o zagueiro João Paulo.

Esta partida é encarada por diretoria e torcida como uma final antecipada, já que os dois times são os únicos representantes paranaenses na primeira divisão do campeonato Brasileiro. Se do lado paranista o temor de mais uma falha do árbitro é grande (nos dois últimos jogos as decisões dos juízes foram importantes e prejudiciais ao Tricolor), do lado atleticano não é diferente. Eles acreditam até que o fato de a RPC (filial da Globo) não ter o direito de passar os jogos do rubro-negro pode influenciar para tirá-los da final. O fato é que, independente do resultado, haverá muita discussão após a 68ª partida entre os rivais.

Opinião

Este jogo com certeza será o mais difícil enfrentado pelo Tricolor até agora. Como precisa apenas de um empate, acredito que a melhor solução paranista seja começar com o 3-5-2, com João Paulo como terceiro zagueiro, na sobra, e Daniel Marques e Neguette na cola dos atacantes deles. Apesar de alguns acharem, não acho que este seja um esquema defensivo, desde que o time saiba aproveitar os contra-ataques e as laterais. O Paraná tem tudo para quebrar o tabu e o Zetti vencer sua primeira grande partida este ano. Grande expectativa!

Marcão (na foto, acertando o tornozelo do Dinélson)

Segundo o site paranautas. com, depois da primeira partida na Vila, em que as equipes empataram em 0 a 0, o zagueiro xingou alguns torcedores tricolores:

“Mostrando completa falta de ética e profissionalismo o mediano zagueiro Marcão da equipe atleticana soltou a seguinte frase: "O time de vocês é muito ruim! não ganharam com dois a mais, vão ganhar de quem?"”

Só para esquentar o clima do clássico


Foto: Rodolfo Buhrer/Gazeta do Povo

Wednesday, April 18, 2007

Paraná vence e está entre os
16 melhores clubes da América

O Tricolor garantiu na noite desta quarta-feira a classificação para as oitavas-de-final da taça Libertadores da América ao vencer o Unión Maracaibo na Vila Capanema por 2 a 1. Com um primeiro tempo brilhante e um segundo medíocre, o Paraná conseguiu a vaga para o seleto grupo dos 16 melhores times da América. O Flamengo também colaborou para a classificação paranista ao vencer por 1 a 0 o Real Potosí, que antes da rodada começar tinha o mesmo número de pontos do Paraná e brigava pela vaga na próxima fase. Egídio e Beto fizeram os gols tricolores e Dinélson, mais uma vez, foi o melhor em campo.

Pela primeira vez desde que o time começou a jogar a Libertadores, os torcedores paranistas não lotaram a Vila Capanema. A seqüência de jogos em casa, o horário e a transmissão da partida por uma rede aberta de televisão foram alguns dos motivos para os cerca de apenas 7 mil (número oficial!) torcedores no estádio.

Mas quem estava na Vila não deixou de gritar e apoiar a equipe, que começou o jogo pressionando o adversário. O Paraná apertou tanto o time venezuelano que o primeiro gol saiu logo aos sete minutos do primeiro tempo. Depois de um passe genial de Dinélson, Egídio recebeu a bola na pequena área e ainda driblou um zagueiro para tocar depois no canto esquerdo do goleiro do Maracaibo.

A abertura do placar animou torcida e jogadores. O Tricolor continuou pressionando até sair o segundo gol, através da cabeça do capitão Beto. A jogada começou com Dinélson batendo uma falta perto da marca do escanteio. A bola veio perto do primeiro pau. Daniel Marques fez o corta luz e Beto mandou para o fundo das redes.

O Tricolor continuou dominando amplamente a partida na primeira etapa, podendo ter marcado mais gols se o meia Gérson não tivesse perdido pelo menos duas oportunidades claras na cara do goleiro Sanhouse. Já o Maracaibo não conseguia ultrapassar a marcação paranista, tendo na melhor chance um gol anulado por impedimento. No resto, o goleiro Flávio só assistiu o jogo.

Só que depois do intervalo um Paraná completamente diferente voltou ao campo. Apático, desinteressado pela partida e visivelmente se poupando, o time da Vila não jogou bem no segundo tempo e permitiu uma reação da equipe venezuelana. Além disso, o técnico Zetti tirou Dinélson prematuramente, praticamente acabando com a criação paranista no meio de campo.

O resultado não demorou para aparecer. Depois de ter várias oportunidades, uma jogada de bate e rebate na área tricolor originou o gol do Maracaibo. Aos 24 minutos da etapa complementar, Julio Machado chutou forte, sem chance para Flávio.

Após o gol, a torcida pressionou e o Paraná melhorou um pouco. Mas sem se comparar ao time da primeira etapa. Antes da partida acabar, Lima ainda faria um golaço de letra, mas o árbitro argentino apitou o impedimento.

Agora o Tricolor se concentra do estadual, para a partida decisiva contra o Atlético no domingo na Arena da Baixada. Quanto à Libertadores, resta ao time da Vila esperar o fim da fase de grupos da competição para saber quem será seu adversário nas oitavas-de-final. O mais provável é que seja o Santos ou o Flamengo.

Ficha Técnica

Paraná 2 x 1 Unión Maracaibo
Local: Estádio Durival Britto e Silva, em Curitiba-PR.
Árbitro: Juan Pompei (ARG).
Auxiliares: Saul Laverni (ARG) e Rodrigo Reta (ARG).
Público: 6.550 (pagante); 7.372 (total).
Renda: R$ 107.955.
Cartões amarelos: Rafael Mea Vitali e Cristian Cásseres (Maracaibo).
Gols: Egídio aos sete e Beto aos 14 minutos do 1.º tempo (Paraná); Julio Machado aos 24 minutos do 2.º tempo (Maracaibo).
Paraná – Flávio; Alex, Daniel Marques, Neguette e Egídio; Xaves, Beto, Gérson e Dinélson (Goiano); Josiel (Lima) e Vinícius Pacheco (Joelson). Técnico: Zetti.
Unión Maracaibo – Manuel Sanhouse; Renier Rodríguez, Lucas Bovaglio (Luis Vallenilla), Rafael Mea Vitali e Julio Machado; Dickson Díaz, Pedro Fernández, Gabriel Urdaneta e Guillermo Beraza; Emilio Rentería (Cristian Cásseres) e Arismendi (Orlando Ballesteros). Técnico: Jorge Pellicer.

Tuesday, April 17, 2007

Tricolor com força total
para cima do Maracaibo

O Paraná joga com mesmo time que enfrentou o Atlético Pr, nesta noite na Vila Capanema pela taça Libertadores da América. Com força máxima, uma vitória com bom saldo de gols pode classificar o time, independente do resultado no Maracanã. Paraná e Real Potosí têm o mesmo número de pontos, mas o Tricolor tem a vantagem de jogar hoje em casa.

Expectativa de casa cheia. No jogo de ida, o Paraná venceu o Unión Maracaibo por 4 a 2 na Venezuela. Tudo indica (se a pontaria dos atacantes tricolores for melhor do que no domingo) que a equipe paranista passa por mais esse desafio e fica entre os 16 melhores clubes da América. Avante Tricolor!

Paraná x Unión Maracaibo – 18/04/07, às 21h45
Local: Estádio Durival Britto e Silva, em Curitiba-PR.
Árbitro: Juan Pompei (Argentina).
Auxiliares: Saul Laverni (Argentina) e Rodrigo Reta (Argentina).
Paraná – Flávio; Alex, Daniel Marques, Neguette e Egídio; Xaves, Beto, Gérson e Dinélson; Josiel e Vinícius Pacheco. Técnico: Zetti.
Unión Maracaibo – Manuel Sanhouse; Elvis Martínez, Lucas Bovaglio, Rafael Mea Vitali e Julio Machado; André Gonzalez, Pedro Fernández, Luis Vallenilla e Darío Figueroa; Cristian Cásseres e Orlando Ballesteros. Técnico: Jorge Pellicer

Monday, April 16, 2007

A hora da verdade

Está chegando a hora da verdade para o time tricolor e principalmente para o técnico Zetti. Apesar de ter feito uma boa campanha na Libertadores da América e no campeonato Paranaense, o treinador ainda não conseguiu vencer nenhum time “grande” em 2007. Se no torneio continental o Paraná venceu os fracos Unión Maracaibo e Real Potosí (perdendo para o último na altitude), quando enfrentou o Flamengo perdeu os dois jogos.

No estadual o Tricolor ainda não conseguiu vencer nenhum clássico. Foram duas derrotas e um empate contra o Coritiba e uma derrota e um empate contra o Atlético. No caso do adversário do Couto Pereira, a desculpa paranista é que nas derrotas quem jogou foi o time reserva. A arbitragem também vale como desculpa para os jogos contra os dois adversários curitibanos.

Nesta semana o time da Vila vai começar a mostrar se realmente quer ser um time para competir nacionalmente. Na quarta-feira dificilmente perderá para o Maracaibo, em casa. Além disso, o Flamengo deve vencer o Potosí. Em seguida, classificado para as oitavas, o bicho vai pegar e todas as cartas terão que ser mostradas.

No domingo a decisão antecipada do Paranaense. Se o Tricolor conseguir a façanha de se classificar no sufoco da Baixada, dificilmente perde o título na final.

Já no pior dos casos, de cair no estádio atleticano e nas oitavas de final da Libertadores, a diretoria Tricolor terá que rever o planejamento para o campeonato Brasileiro. E esse novo planejamento com certeza pode incluir a cabeça do treinador.
Números
Para complementar estas informações, alguns números da campanha paranista no ano, retirados do site oficial do clube.
Números da equipe do Paraná Clube no comando do técnico Zetti no ano de 2007:
No Campeonato Paranaense:
Jogos: 22
Vitórias: 11
Empates: 6
Derrotas: 5
Gols pró: 45
Gols contra: 32
Saldo: 13
Aproveitamento no estadual: 63 %
Copa Libertadores:
Jogos 7
Vitórias 3
Empates 1
Derrotas 3
Gols pró 10
Gols contra 8
Saldo 2
Aproveitamento na Libertadores: 50 %
Resumo geral de 2007:
Jogos 29
Vitórias 14
Empates 7
Derrotas 8
Gols Pró 55
Gols Contra 40
Saldo 15
Aproveitamento geral em 2007: 57 %

Sunday, April 15, 2007

Paraná presssiona os 90
minutos, mas só empata

O Tricolor jogou bem e aproveitou a vantagem de um jogador a mais, a partir dos 23 minutos do primeiro tempo, mas não conseguiu fazer o gol da vitória contra o Atlético Pr, na tarde deste domingo, na Vila Capanema. O empate em 0 a 0 ocorreu pela primeira partida da semi-final do campeonato Paranaense. No próximo domingo os dois rivais voltam a se enfrentar, no estádio Joaquim Américo, quando o Paraná terá a vantagem do empate, pela melhor campanha.

O dono da casa dominou toda a partida, inclusive antes de ter um jogador a mais. O técnico Zetti começou usando o 4-4-2, o que deixou o time ofensivo. Depois da expulsão do zagueiro atleticano, o time da Baixada se fechou mais ainda. Tirando uma bola na trave, cabeceada contra pelo próprio zagueiro paranista Neguette, Flávio trabalhou pouco.
Já o tricolor sofreu o jogo inteiro. Conseguia atacar, mas não se aproximava do gol para chutar. Todos os principais arremates paranistas foram de fora da área. Nem no final da partida, depois das substituições que deixaram o time mais ofensivo, o Paraná conseguiu chutar perto da meta. Aos 45 minutos do segundo tempo, Lima recebeu um bom lançamento de Joélson (que, por incrível que pareça, hoje jogou razoável) e só não marcou porque o goleiro atleticano saiu da área e agarrou-o. Expulso e fora da próxima partida, o arqueiro teve que ser subsituído pelo lateral Nei.
Alguns torcedores do Paraná já estão desconfiados de que existe um acordo para um Atletiba na final. Apesar da arbitragem do Roman ter sido razoável, existiram lances polêmicos, logicamente contra o Tricolor. O juíz não marcou dois pênaltis e o bandeira anulou o gol de Josiel, dizendo que ele estava impedido, o que pela imagem da televisão não é verdade.
Agora resta ao time da Vila conseguir pelo menos um empate no estádio adversário, onde nunca venceu, para chegar a final do Paranaense. Antes disso, o Paraná se concentra agora para o jogo contra o Unión Maracaibo, na quarta-feira, às 21h45, na Vila Capanema. A partida é válida pela última rodada da fase de grupos da Libertadores da América. O Tricolor precisa vencer e torcer que o Real Potosí não vença o Flamengo, no Maracanã, para se classificar.

Ficha Técnica
Paraná 0 x 0 Atlético-PR
Paraná- Flávio Alex( Everton)NeguettiDaniel MarquesEgídio Beto Gérson(Lima)Xaves DinélsonJosiel Vinicius( Joelson)Técnico:Zetti
Atlético- Cléber João LeonardoDanilo Marcão Nei Alan Bahia Erandir Evandro(Válber)Michel Dênis Marques(Cristian) Alex Mineiro(Ricardinho) Técnico:Vadão
Cartões amarelos
Neguetti Beto Daniel Marques Gérson Dinélson
Marcão Evandro Alex Mineiro
Cartões vermelhos
Cléber João Leonardo
Local: Estádio Durival Britto, em Curitiba (PR)
Árbitro: Evandro Rogério Roman
Semi-final começa neste domingo
com clássico na Vila Capanema


O Tricolor joga hoje contra o Atlético PR, às 16 horas, na Vila Capanema, pela primeira partida da semi-final do campeonato Paranaense. O segundo jogo ocorre em uma semana, na Baixada, mas o Paraná tem a vantagem de dois empates, pela melhor campanha. O técnico Zetti tem a disposição a maioria dos titulares, que não jogaram na derrota para o Coritiba na quinta-feira.

A escalação paranista para esta partida decisiva ainda é uma incógnita. Tudo depende de que meio de comunicação é usado para ter a informação. Alguns dizem que Zetti começa com o 3-5-2, quase um 3-6-1, já que Dinélson volta para ajudar no meio de campo. Neste caso, o trio na zaga deve ser Daniel Marques, João Paulo e Neguette. Já outras mídias afirmam que o Tricolor começa no tradicional 4-4-2, com João Paulo no banco.

Independente do esquema, as laterais já estão definidas, com Alex e Egídio. Xaves, Beto e Gérson também estão confirmados no meio de campo. Se o esquema tradicional vingar, terão a companhia de Dinélson. Se não, o principal atleta tricolor deve funcionar como um segundo atacante.

Por falar em ataque, aí está a principal dúvida do Zetti. Josiel já está recuperado e pode jogar. Mas como não está 100%, Lima também tem chances. Além disso, se o treinador usar dois atacantes, Vinícius Pacheco deve ser o companheiro de Josiel. Infelizmente, Henrique pediu 200% de reajuste no seu salário para renovar o contrato e foi dispensado.

Opinião

Depois de me recusar a ir na palhaçada contra o Coritiba, provavelmente estarei na Vila para este clássico. Mas será insuportável mais uma derrota para o Atlético. Nos dois últimos jogos perdemos de 4 a 0 e 3 a 0 (sendo o último, vergonhosamente, em casa). Não existe equipe na atualidade que me dê mais repulsa do que os adversários de hoje. O jogo dos times da mesma rua (os dois estádios estão na Engenheiro Rebouças) com certeza será de muita alegria ou de muita raiva. Se o último ocorrer, dificilmente o Tricolor se recupera para conseguir o bi no estadual, já que nunca venceu na Baixada. Mas o pensamento é positivo: é chegada a hora da revanche!

Friday, April 13, 2007

Paraná B perde o clássico, a liderança
e enfrenta o Atlético na semi-final


A diretoria paranista foi frouxa e tomara que tenham apreendido a lição na noite desta quinta-feira. Em vez de não aceitar o absurdo de jogar contra Coritiba depois de 48 horas de uma partida difícil nas alturas bolivianas, os manda-chuvas tricolores abaixaram a cabeça para a Federação Paranaense de Futebol. Resultado: 3 a 1 para o Coritiba, em plena Vila Capanema, o segundo lugar no grupo e o Atlético nas semi-finais. Como já tinha dito, em vez de colocar os reservas dos reservas, era mais digno ter perdido por WO. Sem contar que o presidente Miranda já disse que não vai nem brigar hoje.

Nesta sexta-feira será feita uma reunião na FPF para decidir o calendário. Como tem melhor campanha, o Tricolor deve jogar por dois empates. Com relação ao mando de jogo, o regulamento é dúbio. Diz que o time com melhor campanha decide em casa. Apesar de ter terminado em segundo lugar no grupo A e o Atlético em primeiro no B, o Paraná é melhor na soma geral. O presidente Miranda já disse que não vai nem brigar para decidir em casa, o que o regulamento confuso pode deixar a entender. Sendo assim, a primeira partida deverá ser no domingo, às 16 horas, na Vila Capanema.

O jogo

O Tricolor começou com Serginho, Digão e Joélson. Em quanto isso, Renan estava no banco. O time mostrava desentrosamento e falta de técnica, aproveitada pelo adversário logo aos 9 minutos. Keirrison conduziu e chutou. Flávio espalmou e no rebote Anderson Gomes fez o primeiro gol coxa-branca.

Precisando de apenas um empate para ser o líder do grupo, o Paraná foi para cima, com vontade, mas sem muita técnica. O dono da casa poderia ter empatado, mas perdeu muitas oportunidades. Depois de Lima perder várias chances, ele conseguiu desviar um chute de Felipe Alves e a bola entrou. Mas o juiz disse que o atacante estava impedido e anulou o empate. O árbitro já não tinha marcado um pênalti para o Tricolor, quando a bola bateu na mão do jogador coxa-branca. Na etapa complementar o “homem de preto” continuaria a fazer lambanças.

(observação: na saída do primeiro tempo, ocorreu algo que eu nunca tinha ouvido. Declaração de Serginho na rádio mais ouvida da cidade: “... não vamos perder para este time nem fudendo)

O técnico Zetti decidiu finalmente colocar Renan em campo no intervalo e a mudança demorou 4 minutos para ter efeito. Em cobrança de falta, Joélson fez que ia chutar e pulou a bola (a melhor coisa que ele sempre deveria fazer). Renan veio depois e chutou por fora da barreira, fazendo o gol paranista.

O empate animou o Tricolor reserva, que partiu para cima do Coritiba. Artur salvou a meta pelo menos duas vezes e o braço de Juninho uma vez. O juíz fingiu que não viu.

A partir dos 25 minutos da etapa complementar, o Coxa voltou a jogar melhor, graças as alterações do seu técnico. Do outro lado, Zetti não tem muitas opções, usando até Giuliano, garoto de 16 anos campeão sub 17 pela seleção brasileira.

Aos 32 minutos a força do time visitante prevaleceu. Em um contra-ataque rápido, a zaga paranista falhou e Daniel Cruz cruzou para Hugo, sozinho, tocar para o fundo das redes. Era o segundo gol do Coritiba

Se o Tricolor ainda se esforçava, diante de suas limitações, o gol adversário desanimou totalmente o time. Sem poder de reação, o terceiro tento foi inevitável. E ele saiu já aos 47 minutos, quando Henrique foi derrubado na área. Desta vez o árbitro apontou para a marca de cal. Keirrison cobrou bem e fechou o placar em 3 a 1.

Depois da partida, além da discussão sobre os próximos jogos, a arbitragem era o tema principal nas bocas paranistas. Neguette reclamou das duas bolas na mão de coxa-brancas, que foram pênaltis, e do gol anulado do Tricolor. Já Zetti disse que “as falhas do árbitro desequilibraram o time”.

FICHA TÉCNICA

PARANÁ 1 X 3 CORITIBA
Local: Vila Capanema, em Curitiba (PR)
Data: 12 de abril de 2007, quinta-feira
Horário: 20h30 (de Brasília)
Público: Cerca de 5 mil pessoas.
Árbitro: Edivaldo Elias da Silva
Assistentes: Francisco Aurélio do Prado e Ubiratã Ferrari Lima
Cartões amarelos: Felipe Alves, Araújo (Paraná); Luizão, China, Adriano e Juninho ( Coritiba )
Gols:PARANÁ CLUBE: Renan aos 03 minutos do segundo tempoCORITIBA: Ânderson Gomes aos 10 minutos do primeiro tempo, Hugo aos 33 minutos e Keirrisson aos 48 minutos do segundo tempo
PARANÁ: Flávio, Leo Mattos, Da Silva, Neguette e Digão (Parral); Araújo, Serginho, Felipe Alves (Renan), Joelson (Juliano) e Everton; LimaTécnico: Zetti.
CORITIBA: Artur, China (Daniel Cruz), Henrique, Luisão e Douglas Silva; Mancha (Adriano), Juninho, Pedro Ken e Túlio; Keirrison e Ânderson Gomes (Hugo)Técnico: Guilherme Macuglia

Wednesday, April 11, 2007

Clássico Insano

Dois dias após enfrentar as dificuldades de Potosí, o Tricolor volta ao campo nesta quinta-feira, às 20h30, na Vila Capanema, precisando de um empate contra o Coritiba para terminar em primeiro do seu grupo. A liderança traz três vantagens: não enfrentar o Atlético já nas semi-finais, decidir tanto a próxima fase quanto a final em casa, e depender apenas de quatro empates para ser bicampeão paranaense. Logicamente, o Paraná jogará com o time reserva no clássico, válido pela última rodada da fase de grupos do torneio.

Eu já escrevi neste blog e reafirmo a minha opinião. O Tricolor deveria perder por WO o jogo hoje, mesmo perdendo assim todas as vantagens escritas acima. Um time que quer ser campeão pode passar por estas adversidades, mas não é possível mais que a diretoria paranista aceite estas insanidades da Federação Paranaense de Futebol.

Jogar hoje contraria o artigo 214 do Código de Justiça Desportiva Brasileira (CJDB), que não permite a realização de duas partidas num período inferior a 66 horas. Sem contar que esta história de “dois empates classificam o time de melhor campanha” foi posto no regulamento do torneio na semana passada. Inacreditável.

A Federação já fez com que o Rio Branco fosse eliminado da Copa do Brasil. Até quando os clubes de destaque deste estado vão aceitar esses absurdos?

O jogo

A escalação do time ainda não é certa, mas deve ser esta abaixo. Com Joélson, Jeff e Digão, o Paraná sairá vitorioso se conseguir um empate em casa. Flávio deve ser o único titular presente e aparentemente Renan vai ficar no banco. Partida difícil, que os titulares acompanharão no camorote. E eu no radinho de casa, porque não sou palhaço para pagar para ver isto.

Quarta-feira

Nas partidas desta quarta-feira, o Atlético empatou com o Cianorte, por 4 a 4, e o Paranavaí empatou com o Rio Branco, por 3 a 3. Com os resultados, Atlético se classificou em primeiro e Paranavaí em segundo no grupo B. As duas equipes esperam o resultado do clássico para saber se jogam contra Paraná ou Coritiba.

Deu na “Gazeta do Povo”

"A inclusão social por meio do esporte. Este o principal objetivo do projeto “Inter Futura no Brasil”, que foi lançado em Curitiba nesta semana e conta com a parceria entre o Paraná Clube, a Internazionale de Milão-ITA e a Prefeitura de Curitiba. A iniciativa das três entidades deve beneficiar cerca de 250 crianças e adolescentes curitibanos e outros 158 atletas das categorias de base do Tricolor."


Paraná x Coritiba – 12/04/2007, às 20h30
Local: Estádio Durival Britto e Silva, em Curitiba
Árbitro: Edivaldo Elias da Silva
Auxiliares: Francisco Aurélio do Prado Ubiratã Ferrari Lima
Paraná - Flávio, Leo Mattos, Da Silva, Neguette e Digão; Serginho, Felipe Alves, Joelson e Everton; Lima e Jeffe. Técnico: Zetti.
Coritiba – Artur, China, Henrique, Luisão e Douglas Silva; Mancha, Juninho, Pedro Ken e Túlio; Keirrison e Muñoz. Técnico: Guilherme Macuglia
Com informações da RPC

Tuesday, April 10, 2007



Tricolor cai no alto do morro e perde para o Real Potosí por 3 a 1

O Paraná Clube perdeu a primeira partida internacional desde que começou a participação na Libertadores da América. Sentindo os 4.030 metros de altitude, o Tricolor sofreu dois gols no segundo tempo e o Real Postosí venceu a partida por 3 a 1. Com o resultado a equipe boliviana tem o mesmo número de pontos do time curitibano, o mesmo saldo de gols, mas vence o time da Vila em gols marcados (8 a 7). Na última rodada o Potosí enfrenta o Flamengo no Maracanã e o Paraná joga contra o Unión Maracaibo, já eliminado, em casa.
A equipe paranista começou a partida sentindo dificuldades em respirar e problemas com a velocidade da bola, que é maior na altitude. Apesar do bom chute de Henrique, logo aos 2 minutos, defendido pelo goleiro adversário, o Potosí dominou a partida pelo menos até os 20 minutos da primeira etapa. Neste meio tempo, Flavio salvou o Paraná, fazendo duas boas defesas.

Até que aos 23 minutos a pressão nas alturas deu resultado e o time da casa abriu o placar. Depois de um cruzamento, Rodriguez cabeceou praticamente sozinho, na pequena área, sem chance para o goleiro paranista.

A festa durou apenas 5 minutos. Em um bom contra-ataque, Gérson recebeu um lançamento. O meia teve paciência para cortar o zagueiro e tocar na saída do goleiro, empatando a partida.

O gol animou a equipe da Vila, que demonstrava estar melhor em campo. Aos 30 minutos Henrique chutou de longe, para fora e, aos 40 minutos, o mesmo atleta teve uma grande oportunidade de virar o jogo. O atacante recebeu um bom lançamento e conseguiu ficar na cara do goleiro só que, em vez de chutar, ele tentou tocar para Dinélson, que entrava no meio da área. O zagueiro boliviano tirou a bola antes.

Antes do fim da primeira etapa, o Real Potosí teve uma boa oportunidade, aos 45 minutos. Mas a bola cruzada passou por toda a pequena área paranista sem ninguém tocá-la.

O principal adversário mostra suas forças

Com o começo do segundo tempo, a altitude mostrou definitivamente porque é tão importante em um jogo desses. O Tricolor conseguiu segurar uma forte pressão adversária até os 20 minutos, mas só se defendendo no seu campo. Flávio evitou pelo menos dois gols do time da casa, enquanto outras duas bolas passaram perto.

Após isso, o time paranista não conseguia mais jogar e o gol do Potosí já parecia inevitável. E ele ocorreu demonstrando os problemas da altitude. Brandán foi carregando a bola até a entrada da área, aos 24 minutos, sem que nenhum jogador paranista tivesse força para marcá-lo. Quando conseguiu chegar próximo a área, o atleta deu um bom chute no ângulo, marcando o segundo gol da equipe boliviana.

Apesar de algumas substituições feitas por Zetti, o Paraná não conseguia reagir. O gol que mataria a partida surgiu apenas 4 minutos depois. Edu Monteiro recebeu um lançamento atrás de Toninho, visivelmente “morto”, e tocou no canto esquerdo de Flávio.

Com um resultado tão adverso, restou ao Tricolor partir para o ataque. O Real Potosí, sabendo disso, se fechou atrás e aproveitava os contra-ataques.

Aos 35 minutos, Vinícius Pacheco teve a chance de diminuir o marcador, o que seria importante, pois asseguraria o segundo lugar no grupo. O atacante chutou de fora da área, cruzado, e a bola foi para fora, passando raspando na trave.

Antes da partida terminar, os dois times tiveram uma bola no travessão. Aos 38 minutos, uma cabeçada na área fez com que o Potosí quase acertasse o gol de Flávio. Na mesma jogada, no contra-ataque, Dinélson teve uma boa chance e tocou por cima do goleiro, também acertando a trave superior.

O Paraná nem terá tempo para digerir esse revés. Graças a grande Federação Paranaense de Futebol, o time já joga amanhã (quinta-feira), na Vila Capanema, contra o Coritiba. A partida, válida pela última rodada da fase de grupos, decide a liderança e conseqüentemente quem não enfrentará o Atlético na semi-final. Mata-mata, que por sinal, já começa no final de semana. Depois disso ainda tem o confronto decisivo contra o Maracaibo, na quarta-feira. Ou seja, a maratona está apenas começando.

Destaque para a torcida

Eu tive a oportunidade de assistir ao jogo ao lado de 2.500 torcedores paranistas, que lotaram o ginásio do clube. Uma grande festa, com direito a sorteio de brindes, 4 telões e até olá. Como a entrada era um litro de leite, a iniciativa da torcida Fúria Independente junto com a diretoria do clube ainda ajudou a quem precisa. Só faltou a vitória mesmo.


Ficha Técnica

Real Potosí 3 x 1 Paraná Clube
Local: estádio Mario Mercado Vaca Guzmán, em Potosí (BOL)
Árbitro: Ricardo Grance (PAR)
Assistentes: Manuel Bernal e Óscar Vieira (ambos do PAR)
Cartões amarelos: Gérson (P), Marco Paz (RP), Joélson (P) e Líder Paz (RP)
Gols: Rodríguez, aos 23min, Gérson aos 29min do primeiro tempo; Brandán, aos 24min, e Edu Monteiro, aos 28min do segundo tempo
REAL POTOSÍ-BOLBurtovoy; Eguino, Marco Paz, Rodríguez (Líder Paz) e Colque; Ribeiro (Aguilera), Calustro, Suárez e Peña (Yaceroti); Brandán e Monteiro Técnico: Mauricio Soria
PARANÁFlávio; Daniel Marques, João Paulo e Toninho; Goiano (Vinicius Pacheco), Xaves, Beto, Gérson (Alex) e Egídio; Dinélson (Joélson) e HenriqueTécnico: Zetti

Foto: Agéncia EFE/ site Uol. (Essa derrota foi mesmo um chute no saco)

Sunday, April 08, 2007

Paraná já está na Bolívia

O Tricolor viajou neste domingo para Santa Cruz de La Sierra, onde se prepara para a partida contra o Real Potosí, na terça-feira, às 19 horas. O time da Vila só deve subir até os 4 mil metros de Potosí três horas antes do jogo. A equipe já está confirmada, restando a dúvida entre Gérson e Vinícius Pacheco, segundo o jornal Gazeta do Povo.

Contusões atrapalham

O técnico Zetti deve manter o 3-5-2 para a partida decisiva pela Libertadores da América. Neguette, ainda não recuperado totalmente de uma contusão, viajou, mas deve ficar no banco. Toninho é o substituto, fazendo companhia para João Paulo e Daniel Marques na zaga paranista.

Goiano deve ser improvisado na lateral direita, já que André Luiz se machucou contra o Adap Galo e nem foi para Bolívia. Alex, o substituto mais provável, enfrenta o mesmo problema de Neguette. Viajou, mas sem estar 100%, fica no banco.

Egídio está garantindo na lateral esquerda. Beto e Xaves serão os volantes titulares. Restando apenas mais uma vaga no meio-de-campo, seguindo o esquema 3-5-2, Zetti ainda tem uma dúvida. Com Dinélson recuperado e confirmado, o treinador pode escalar o jogador na meia e Vinícius Pacheco no ataque, fazendo companhia para Henrique. A outra possibilidade é Gérson entrar na meia cancha e Dinélson ser o segundo atacante. Josiel também está contundido e ficou em Curitiba.

Comissão técnica e jogadores paranistas destacam que o principal adversário na terça-feira será mesmo a altitude, já que o Tricolor venceu por 2 a 0 o jogo em Curitiba. A preocupação é tanta que até um cardiologista, o médico Augusto Franco de Oliveira, irá acompanhar a delegação.
A provável formação do Paraná contará com Flávio; Daniel Marques, João Paulo e Toninho; Goiano, Xaves, Beto, Gérson (Vinícius Pacheco) e Egídio; Dinélson e Henrique. No banco, Zetti terá como opções Gabriel, Alex, Neguette, Serginho, Joelson e Lima.

Torcida pode acompanhar o jogo na Kennedy

A torcida tricolor poderá acompanhar a partida contra o Real Potosí na sede oficial do Paraná, a partir das 18 h. Além de poder acompanhar a partida em vários telões, serão sorteados diversos brindes para os primeiros mil torcedores que chegarem. A entrada é um litro de leite longa-vida. A iniciativa é da torcida organizada Fúria Independente, em associação com a diretoria do clube.

Com informações da Gazeta do Povo

Thursday, April 05, 2007

Mistão do Paraná
vence e classifica rival


O Tricolor ganhou do Adap Galo jogando fora de casa, na noite desta quarta-feira, e garantiu a classificação para a semi-final do campeonato Paranaense. Com o 2 a 0, o Paraná eliminou o representante de Maringá e classificou matematicamente o Coritiba, que disputa agora o primeiro lugar do grupo com o time da Vila. Esta foi a quarta vitória consecutiva do representante paranaense na Libertadores e a primeira derrota da equipe da casa no estádio Willie Davids. André Luiz e Vinícius Pacheco fizeram os gols da partida.

O time começou o jogo sem vários titulares, contundidos ou poupados para a partida contra o Real Potosí, dia 10 de Abril, na Bolívia. Atuando no 3-5-2, que deve ser usado também na Libertadores, o Tricolor teve que agüentar durante a maioria do jogo a pressão do Adap Galo. Mesmo com a melhor campanha do torneio na primeira fase, o time de Maringá precisava de uma vitória ontem para ainda ter chances de se classificar.

A pressão começou com menos de um minuto de jogo. Logo ali já dava para ver quem ia ser o nome da partida. O goleiro Flávio fez uma grande defesa e salvou a pátria Tricolor.

A reação paranista não demorou. Aos 4 minutos, Renan aproveitou o cruzamento de André Luiz e cabeceou. A bola bateu na rede, mas pelo lado de fora. André, lateral direito titular do time, estava improvisado na lateral esquerda. Mas isto não foi um problema. Aos 15 minutos, ele avançou e chutou de fora da área, fazendo um golaço. A bola acertou a trave antes de parar no fundo das redes.

Mas a felicidade do lateral não durou muito. Aos 22 minutos, Andrá Luiz recebeu um carrinho do adversário e teve que sair de campo carregado. Levado imediatamente para o hospital, foi constatada uma torção no tornozelo. O atleta deve estar fora do time que joga nas alturas bolivianas.

Com o gol paranista, o Adap Galo partiu com tudo para o ataque, cedendo os contra-ataques para o Paraná. Aos 26 minutos, foi em um contra-ataque desses que o Tricolor fez o segundo gol. Vinícius Pacheco recebeu um passe, dominou, driblou o zagueiro e chutou por entre as pernas de outro adversário, sem chances para o goleiro.

A desvantagem maior no placar fez com o Adap continuasse a tentar atacar, mas , com velocidade, o Paraná parecia estar mais perto de ampliar do que o time de Maringá de diminuir. Aos 38 minutos, Vinícius Pacheco perdeu uma grande chance, graças a uma boa defesa de Vilson.

Um minuto de depois a estrela da partida foi testada. Warley cabeceou e Flávio fez uma ótima defesa. Mas o pior teste estava perto de acontecer. Aos 43 minutos do primeiro tempo o zagueiro paranista João Paulo evitou um gol ao defender a bola com o peito. O juiz da partida achou que a bola bateu na mão do jogador e marcou o pênalti, além de expulsar João Paulo. Mas na cobrança de Adriano, Flávio provou que era seu dia e fez uma grande defesa.

Com um jogador a mais, o segundo tempo começou como era de se esperar. Pressão total do Adap Galo, com Flávio fazendo quatro defesas nos sete primeiros minutos. Como já escrevi neste blog, se este goleiro tivesse em um time do Rio ou de São Paulo, com certeza já estaria na seleção. Detalhe que quem disse isso foi um amigo jornalista, que não é nem um pouco paranista.

Aos 15 minutos o técnico Zetti tirou Vinícius Pacheco e colocou o volante Xaves, botando o time praticamente em um 4-4-1. Isto acertou a equipe, que mostrou tranqüilidade para dominar a partida. Antes da marca de 30 minutos, os torcedores de Maringá, insatisfeitos, já gritavam “olé” quando o Paraná tocava a bola. A noite foi tão boa que até a entrada de Joélson no lugar de Renan não comprometeu o jogo.

O técnico do Adap Galo tentou de tudo, botando muitos atacantes em campo, mas cada vez mais quem chegava com perigo era o Tricolor. Uma pena que Lima não estava em um bom dia. Aos 35 minutos, o atacante paranista teve boa chance, mas o goleiro adversário defendeu. Três minutos depois a oportunidade foi a melhor ainda, na verdade a melhor possível. Depois de um contra-ataque rápido, o jogador caiu dentro da área e o juiz apitou o pênalti, que também foi duvidoso. Na cobrança, Lima chutou rasteiro e o Vilson defendeu. Aos 44 minutos, o atacante teria uma terceira chance de matar a partida, mas na cara do goleiro permitiu que Vilson salvasse novamente.

Antes do apito final, Warley fez uma falta dura em Egídio e foi expulso. Com a vitória, o Paraná fica com 13 pontos no grupo A , faltando apenas uma rodada para a conclusão da segunda fase. Com um jogo a menos, o Coritiba tem 8 pontos. Adap Galo, com 4 pontos, e Cascavel, que ainda não pontuou nesta parte do torneio, estão eliminados e jogam apenas para cumprir tabela. Paraná e Coritiba se enfrentam no dia 12, dois dias apenas após a partida na Bolívia.

Agora todos os pensamentos paranistas se voltam para a Libertadores da América. Com a vitória do Flamengo em cima do Maracaibo, ontem, por 2 a 1, já ficou decidido quem será o primeiro lugar do grupo e o eliminado. Com isso, Paraná e Real Potosí disputam a segunda vaga, jogando na terça-feira, a mais de 4 mil metros. O que pode tranqüilizar os paranistas é que, mesmo que perca na Bolívia, o Paraná empata no número de pontos do Potosí, mas vence no número de vitórias, primeiro critério de desempate. Além disso, na última rodada, o Tricolor enfrenta o Maracaibo em casa e o time boliviano vai até o Rio de Janeiro jogar com o Flamengo.

Ficha Técnica


ADAP GALO 0 x 2 PARANÁ
Local: Estádio Willie Davids, em Maringá-PR.
Árbitro: Nilo Neves de Souza Jr (PR).
Auxiliares: Pedro Martinelli Cristino (PR) e Gilmar Garcia Munhóz (PR).
Cartões amarelo: Lima (Paraná)
Cartões vermelhos: Warley, 45'/2ºT (Adap Galo); João Paulo, 43'/1ºT (Paraná)
Gols: André Luiz, aos 15, e Vinícius Pacheco, aos 26 minutos do primeiro tempo
Adap Galo - Vilson, Deivi (Alex Paulista), Linno, Dezinho e Doriva (Róbson); Amaral Rosa, Cícero, Barbiéri (Ivan) e Cipó; Warley e Adriano. Técnico: Itamar Bernardes.
Paraná - Flávio, Daniel Marques, Toninho e João Paulo; Araújo, Goiano, Beto, Renan (Joélson) e André Luís (Egídio); Vinícius Pacheco (Xaves) e Lima. Técnico: Zetti.

Com informações da rádio Transamérica

Wednesday, April 04, 2007

Um empate classifica o
Tricolor hoje em Maringá


O Paraná enfrenta o Adap Galo nesta quarta-feira, às 20h30, em Maringá, em busca da confirmação da classificação para a semi-final. Um empate é o suficiente para que isto ocorra. Já do lado do Adap, apenas a vitória deixa o time com esperanças de avançar para a próxima fase.

O técnico Zetti não confirmou o time, mas deve começar a partida com vários reservas. Isto porque Neguette, Josiel, Dinélson e Henrique estão se recuperando de lesões e ficarão fora. Além disso, Xaves, Gérson e Egídio devem ser poupados.O treinador deve escalar assim uma equipe no 3-5-2 que funcionou em Cascavel.

Com isto, André Luiz pode ser improvisado na lateral esquerda e Araújo passaria para a direita. Beto volta de suspensão e Renan deve ser o principal armador, graças a última partida, em que atuou bem. Mas, é claro, Zetti pode surpreender e nada disso acontecer. Pelo menos Joélson parece que começa no banco.

Libertadores

Com a classificação quase garantida, o Tricolor está mais preocupado com a partida seguinte, contra o Real Potosí, dia 10, nas alturas bolivianas. Por isso tanto cuidado com os jogadores titulares.

Esta federação...

A grande Federação Paranaense de Futebol marcou o Paratiba, na última rodada da fase de grupos e que pode decidir o primeiro colocado da chave, para o dia 12 de abril. Simplesmente um absurdo. Além disso, três dias depois já começa a semi-final.

Acredito que o presidente Miranda deveria peitar de uma vez a FPF e perder o Paratiba por WO. Principalmente se garantirmos a classificação hoje em Maringá. A torcida poderia ir para o estádio, mas ficar do lado de fora, para protestar contra esse absurdo. Parece que participar da Libertadores é um prejuízo e não uma benção neste estado.

Adap Galo Maringá x Paraná – 04/04/07, às 20h30
Local: Estádio Willie Davids, em Maringá-PR.
Árbitro: Nilo Neves de Souza Jr.
Auxiliares: Pedro Martinelli Cristino e Gilmar Garcia Munhoz.
Adap Galo - Vilson; Dezinho, Linno, Amaral; Deivi, Doriva, Cipó, Barbieri e Ramón; Adriano e Warley. Técnico: Itamar Bernardes.
Paraná – Flávio; Daniel Marques, João Paulo e Toninho; Araújo, Goiano, Beto, Renan e André Luiz; Lima e Vinícius Pacheco. Técnico: Zetti

Com informações da Gazeta do Povo

Sunday, April 01, 2007

Só uma catástrofe tira
o Tricolor da semi-final

O Paraná venceu por 2 a 1 o Cascavel na tarde deste domingo, fora de casa, e ficou a um ponto de garantir a classificação para a semi-final do campeonato Paranaense. Com a melhor campanha entre todos os times na segunda fase, o Tricolor tem 10 pontos, seguido do Coritiba, com 8, e do Adap Galo, com 4 pontos. Faltando duas rodadas para o fim da fase de grupos, o time da Vila tem uma grande vantagem no saldo de gols sobre o Adap. Portanto, para perder a vaga, precisa ser goleado nas últimas partidas e o time de Maringá golear nos dois jogos. A próxima disputa ocorre quarta-feira, justamente entre Paraná e Adap Galo, no norte do estado.

Paraná vence nos “começos”

O Tricolor conseguiu vencer o Cascavel no começo dos dois tempos. Aos 2 minutos do primeiro tempo, Léo Mattos foi derrubado na área. Pênalti. Gérson cobrou bem e abriu o placar.

O técnico Zetti resolveu escalar três zagueiros, já que o time tinha vários desfalques. Com isso, Joélson começou no banco. A retranca deu resultado e o Cascavel conseguiu chegar poucas vezes na meta do Flávio. Já o Tricolor teve uma boa chance de ampliar aos 30 minutos, quando Vinícius Pacheco chutou na trave.

Antes do juíz apitar o fim da primeira etapa, o time da casa quase empatou. O zagueiro paranista Toninho chutou uma saída de bola em cima do atacante adversário, que arrematou, mas Flávio fez boa defesa. No rebote, Carreta chutou para fora.

O segundo tempo foi quase igual ao primeiro. Aos dois minutos, Gérson roubou uma bola da zaga adversária e cruzou. Lima, sozinho, só tirou do goleiro e fez o segundo gol paranista.

Com a vitória assegurada, o Paraná recuou e deixou o tempo passar. Até que o técnico Zetti começou a comprometer a equipe. Primeiro tirou Gérson para colocar o odiado Joélson. Quase no final, tirou Lima, o único atacante ainda em campo, para colocar Serginho. Tentado segurar o resultado, sem ataque, o treinador só fez com que a equipe do Cascavel fosse para cima, sofrendo um sufoco no final.

Até que aos 42 minutos, Cahê conseguiu fazer o gol de honra do time da casa, em um chute cruzado na área. Como qualquer resultado diferente da vitória eliminava o Cascavel, nos últimos minutos o time foi todo para o ataque. Inclusive o goleiro, nos escanteios. Mas, para a sorte paranista, o juiz apitou e o Tricolor venceu.

Opinião

Egídio
Cada vez melhor, está cada vez mais ganhando confiança da torcida.

Toninho
Não é ruim, mas precisa tomar mais cuidado nas saídas de bola. É um bom reserva. Funciona no caso de usar 3 zagueiros, mas deve deixar a zaga central para Daniel Marques.

Gérson
Já critiquei muito este jogador aqui neste blog. Ontem ele jogou muito bem, tendo participação vital nos dois gols. Mas jogar contra o fraco Cascavel não me engana. Prefiro esperar jogos mais difíceis para ver se o jogador realmente merece estar no time titular.
Além disso, Goiano vem jogando muito bem quando entra. Como Beto e Xaves são titulares, Gérson terá que jogar muito ainda para merecer ficar no lugar de Goiano.

Zetti
Às vezes o técnico me preocupa. Não há dúvida de que é um bom treinador, mas às vezes faz substituições absurdas e compromete o time. Espero que, quando os jogos decisivos chegarem, isso não ajude o adversário.

Renan
Merecia mais chances. Jogou bem o pouco tempo que esteve em campo.

Serginho
Uma negação completa, só perde para ele....

JOÉLSON
Esse cara é impressionante. Nunca um jogador teve tantas chances na história do Paraná como ele. Joélson recebe muito bem pelo que não joga. Hoje conseguiu perder um gol feito, na cara do goleiro, chutou para cima. É Joélson em busca dos mil gols perdidos.

Existe um tópico na comunidade do Paraná no Orkut só sobre ele, que já passou dos mil posts. Especula-se até que o Zetti é obrigado a colocar o jogador em campo por imposição da LA Sports, dona do seu passe.

O cara tem raça, corre, tromba, mas realmente não leva jeito para coisa. Especula-se que ele vá para o Avaí. Como admirador do Leão da Ilha, tomara que não. Tomara que ele vá mesmo para a p...

Ficha técnica

CASCAVEL 1 x 2 PARANÁ
Estádio: Olímpico, Cascavel (PR)
Árbitro: Claudio Luiz Pacheco
Auxiliares: Ildefonso Trombetta e Leandro Júnior Hermes
Cartões amarelos: Edílson e Mineiro (Cascavel); Léo Mattos e Toninho (Paraná)
Gols: Gérson, aos dois minutos do primeiro tempo; Lima, aos dois, e Cahê, aos 42 minutos do segundo tempo
CASCAVEL Gledson; Torres, João Renato, Moreira e Caldeira; Rodrigo Costa (Nena), Edílson (Grafite), Cleiton e Gildázio; Mineiro e Carreta (Cahê). Técnico: Val de Mello
PARANÁ Flávio; Daniel Marques, João Paulo e Toninho; Léo Mattos, Goiano, Xaves, Gérson (Joélson) e Egídio; Lima (Serginho) e Vinícius Pacheco (Renan). Técnico: Zetti